Santa Catarina, 18 de maio de 2013 - 06:00
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O Brasil está crescendo com estabilidade e aumentando os índices de geração de emprego. Em algumas áreas já falta mão de obra, como as ligadas à Tecnologia de Informação. Em outras, há um risco eminente.
Como acontece com as engenharias. Este quadro é agravado com a proximidade de grandes eventos esportivos no país, com destaque para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, que já fazem a demanda por profissionais qualificados crescer. Não apenas de engenheiros, mas também de técnicos industriais e tecnólogos.
Vamos considerar os engenheiros, um grupo superior a 750 mil profissionais no Brasil, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), e de mais de 37 mil, em Santa Catarina, contabilizando os registrados no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Santa Catarina (CREA-SC).
Estes profissionais são disputados pelo mercado, principalmente pelas áreas de infraestrutura, mineração, construção civil, transporte e a indústria do petróleo - as que mais crescem, hoje.
A situação atual do País pede que o número de profissionais seja ainda maior. O Conselho Nacional da Indústria (CNI) afirma que seria necessário formar 60 mil engenheiros anualmente no País, diante dos 32 mil que concluem a faculdade a cada ano.
O risco que se corre com esta carência é que pessoas não habilitadas exerçam funções técnicas. Profissionais ilegais aceitam remuneração inferior a adequada e geralmente realizam a atividade sem qualidade técnica.
Para coibir este tipo de situação é necessária a atuação efetiva dos CREAs como agentes fiscalizadores, denunciando as irregularidades.
Mas o número insuficiente de formados não é o único entrave, pois nem todos que concluem o curso de Engenharia seguem carreira. É preciso valorizar o profissional para que não sejam questões como o salário ou condições desfavoráveis de trabalho que impeçam um graduado de exercer a profissão.
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