Santa Catarina, 20 de maio de 2013 - 18:25

CONSUMIDOR

Vendas no varejo recuam 0,8% em maio, segundo IBGE

11.07.2012 | 09:50

A maior queda desde novembro de 2008, quando havia sido registrado recuo de 1,3%. Foto: Divulgação

As vendas no comércio varejista brasileiro registrou a maior queda desde novembro de 2008, registrando recuo de 0,8% em maio, na comparação com o mês anterior, de acordo com pesquisa do IBGE divulgada nesta quarta-feira (11).

Segundo Reinaldo Pereira, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa queda é resultado da desaceleração da indústria, quadro em que até as projeções de PIB vêm caindo.

No ano, o indicador tem alta de 9% e, em 12 meses, de 7,3%. Na comparação com maio do ano passado, o varejo cresceu 8,2%.

Em maio, a receita nominal não registrou variação, após mostrar resultados positivos por dois meses seguidos na comparação com abril. Já em relação a maio de 2011, a variação foi de 10,8%. No ano, a receita acumula alta de 11,9% e, em 12 meses, de 11,4%.

Atividades

Na comparação mensal, das oito atividades pesquisadas pelo IBGE, três registraram quedas: outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,2%), combustíveis e lubrificantes (-0,8%) e móveis e eletrodomésticos (-3,1%). Entre as altas estão os ramos de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,5%), livros, jornais, revistas e papelaria (1,6%).

As outras duas atividades, que com as anteriores formam o varejo ampliado, mostraram alta de 1,5% para veículos e motos, partes e peças e de -11,3% para material de construção.

Hipermercados

O comportamento do varejo muda na comparação anual. De todas as atividades pesquisadas, apenas a de livros, jornais, revistas e papelaria registrou queda, de 3,6%. Por ordem de relevância estão: 9,0% para hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; 9,3% para móveis e eletrodomésticos; 10,9% para Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, entre outros.

De acordo com o IBGE, o segmento de hipermercados registrou o principal impacto na formação da taxa do varejo (47%).

Por região

O comércio de todas as unidades da Federação mostraram alta, com as principais altas partindo de Roraima (24,0%); Amapá (15,0%); Tocantins (13,8%); Pará (12,8%) e Espírito Santo (12,5%). Quanto à importância na composição da taxa do comércio varejista, estão, por ordem, São Paulo (9,8%); Paraná (11,3%); Minas Gerais (6,8%); Rio Grande do Sul (8,0%) e Bahia com 8,9%.

 

 

 

 

 

 

 

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