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Efeitos econômicos da distribuição de gás em Santa Catarina é debatido na FIESC
27.06.2012 | 10:15
A SCGÁS apresentou na terça-feira (26), em evento da Câmara de Energia da FIESC, os efeitos da conjuntura econômica sobre a distribuição de gás em Santa Catarina para representantes de setores industriais. O principal assunto debatido foi a consequência do câmbio do dólar na precificação do gás natural, que esta impactando mensalmente no custo de aquisição do insumo, e anualmente no transporte.
Mas a FIESC defende que os reajustes das tarifas do gás natural para o setor industrial sejam mantidos nos patamares autorizados pela Agência Reguladora de Serviços Públicos de Santa Catarina (AGESC) para 2012, que são de 5% em abril, 5% em julho e 5% em outubro.
Em razão desse cenário, a SCGÁS protocolou na AGESC solicitação de reajuste na tarifa - repasse do custo de aquisição, conforme estabelece o contrato de concessão - para o setor industrial de 20,38%, a partir de julho e a manutenção do reajuste já homologado de 5%, em outubro.
Para a FIESC se for autorizada uma nova solicitação de elevação, de 20,38%, a alta acumulada entre outubro do ano passado e outubro deste ano chegará a 43%. "O impacto disso seria desastroso no ambiente econômico que vivemos, com sinalização de crescimento do PIB de 2% em 2012, e considerando que já há retração nas vendas", disse o presidente da Câmara de Energia da FIESC, Otmar Müller. Ele lembra que no setor de vidros o gás chega a 35% do custo de fabricação e na de revestimentos cerâmicos a 25%. O setor industrial responde por 80% do consumo de gás natural em Santa Catarina.
Já para a SCgás, nesse cenário e sem o reajuste, a operação da companhia em 2012 aponta para um déficit de R$ 41 milhões e a redução nos próximos cinco anos de 90% nos investimentos em implantação de infraestrura de rede de distribuição de gás natural. No ano de 2011, o custo de aquisição do gás, produto importado da Bolívia, cresceu 49,5% e a previsão para 2012 é que cresça mais 22,35%.
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