História do salário minímo

O salário mínimo foi instituído na década de 1930, mas só no dia 1º de maio de 1940 foram fixados os valores. Para isso, o país foi dividido em 22 regiões (20 estados da época, mais o território do Acre e o Distrito Federal) e passou a contar com 14 valores, sendo 2,67 a relação entre o maior e o menor salário mínimo.

No começo, o mínimo só era reajustado a cada três anos, e a relação entre o maior e o menos foi sendo reduzida ainda na década de 40. Depois, o salário mínimo passou oito anos sem ser reajustado, e teve queda real de 65%. A partir daí, o presidente Getúlio Vargas assinou decreto reajustando os valores do mínimo, dando início a um período de aumentos mais freqüentes, até a elevação do poder de compra do salário mínimo.

Em 1962, com o aumento inflacionário, o mínimo voltou a perder o poder de compra. Depois do golpe militar, foi abandonada a política de recomposição do valor real e passou-se a adotar a de manter o valor médio. Aumentos reais só deveriam ocorrer quando houvesse ganho de produtividade.

O método de reajustar o salário mínimo teve alterações em todas as décadas, e períodos de ganhos e perdas foram se alternando, sendo que houve queda mais acentuada nos anos 1980 e começo da década de 90. Em maio de 1984, o valor do mínimo no país foi unificado.
A recuperação do mínimo começou nos anos 1990 e a estabilidade do Plano Real aumentou os ganhos reais do salário mínimo. Hoje, o salário mínimo tem um poder de compra bem próximo ao que tinha nos anos 1940.