quinta-feira, setembro 16, 2021

Preço da carne subirá ainda mais com aumento na conta de luz

O período de inflação no Brasil segue extremamente preocupante para a população. Isso porque, em todos os cantos do país estamos vivenciando aumentos significativos em diversos produtos. E pior, os mais necessários possíveis para garantir o estado de sobrevivência da população.

Como por exemplo, a conta de luz, e o gás de cozinha, que passaram por reajustes extremos nos últimos dias. E agora, é a vez do preço da carne subir, mais uma vez neste ano. Isso para os mais diferentes cortes da carne de boi que podemos imaginar, como por exemplo o joelho, o acém e a paleta.

Aumento na conta de luz pode deixar preço da carne maior

O preço da carne pode ser influenciado diretamente pelo aumento na conta de luz. Na verdade, na maioria dos açougues e supermercados, o mesmo já aumentou e corre pelo valor corrigido. Entretanto, em alguns outros estabelecimentos, a carne pode subir cerca de R$ 1,00 por quilo. Isso variando do tipo de corte da mesma. Os menos conhecidos são os que passarão pelos menores ajustes, enquanto que os mais populares são os que terão os maiores acréscimos. Isso porque o consumo de energia elétrica está muito atrelado a estes produtos alimentícios, principalmente no quesito de refrigeração.

preço da carne
Preço da carne subirá ainda mais com aumento na conta de luz

No estado de Goiás, por exemplo, o chambari bovino que fica entre a canela e o joelho do boi, está sendo vendido por R$ 25,90. Além disso, o acém continua com uma média de preço bastante alta, na casa dos R$ 32,90. Isso sem falar também na paleta, que agora está batendo quase R$ 40,00, dependendo da casa na qual irá comprar. Segundo o Sindiaçougue, entidade oficial responsável por todos os açougueiros do Brasil, o preço da carne vermelha se manteve estável nos últimos dois meses. Isso por conta da queda do consumo do produto, em quase 50%, em comparação com o mesmo período de 2020.

Entidade fala sobre aumento no preço da carne

O presidente do Sindiaçougue, Sílvio Yassunaga, foi a público para falar a respeito do aumento do preço da carne. Segundo ele, as temperaturas do Brasil são muito mais elevadas entre os meses de setembro, outubro e novembro. E disso, o consumo de energia dos equipamentos de refrigeração acaba aumentando exponencialmente.

Principalmente porque trabalham de maneira forçada. Assim, quanto maior o período de refrigeração e armazenamento das carnes, mais caro será o preço. Mesmo com a projeção ruim, Yassunaga acredita que tudo é apenas uma estimativa, e que o preço real vai depender muito do comportamento do mercado.

Aumentos deverão ser mais frequentes

A inflação está pegando todos os brasileiros de saia justa, aumentando muitos produtos, como a gasolina e os alimentos. E apesar de algumas mercadorias já terem aumentado, isso não significa que não possam voltar a ter um acréscimo.

O próprio gás de cozinha estará passando por um novo aumento de 7%, conforme foi anunciado por diversas distribuidoras. Além disso, a taxa de lixo no estado de São Paulo também será modificada. E disso, passará a ter um valor diferente no IPTU de 2022, conforme anunciou o prefeito de São Paulo, ainda em entrevista nesta semana.

Pedro Henrique
Pedro Henrique Rhormes é formado em Comunicação Social – Jornalismo, pela Universidade Nove de Julho, e Letras – Tradução e Interpretação, pela Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU). Trabalhou como repórter no FOX Sports. Atualmente é editor do E.C. produzindo conteúdo sobre economia e direitos.

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