segunda-feira, novembro 29, 2021

Prorrogação do auxílio emergencial: governo deve definir parcelas

O auxílio emergencial, que é um dos principais programas sociais do Brasil, segue cercado de especulações a respeito de sua prorrogação. Inicialmente, o Governo Federal havia programado que apenas quatro parcelas deveriam ser pagas no mesmo. Entretanto, a pandemia do Covid-19 ainda segue ativa e extremamente alarmante em todo o país.

E disso, a necessidade de aumentar o número de parcelas do benefício se torna cada vez mais real. Até porque, as terceiras já começaram a ser pagas nesta última semana. O próprio presidente da república, Jair Bolsonaro, e o ministro da economia, Paulo Guedes, admitiram recentemente a possibilidade de isso acontecer.

auxílio emergencial

Auxílio emergencial deve ser prorrogado

Ainda na última semana, Jair Bolsonaro e Paulo Guedes vieram a público para falar um pouco mais a respeito do calendário do auxílio emergencial. Ambos admitiram a possibilidade real de que o benefício seja prorrogado por pelo menos mais dois ou três meses. Isso porque, o Governo Federal entende a necessidade de um amparo financeiro por parte da população, principalmente com a permanência dos lockdowns e da situação da pandemia do Covid-19.

Sem falar que, o principal motivo, segundo ambos, é que a população ainda não está inteiramente vacinada contra o vírus. E que o programa social só será mantido até que todo o país esteja imunizado.

Valor do auxílio emergencial será modificado?

Existem muitos rumores a respeito de um aumento no valor que é pago no auxílio emergencial. Entretanto, esta possibilidade ainda está sendo debatida internamente dentro do Governo Federal. Mas, a probabilidade de que as quantias sejam modificadas é bastante baixa. Até porque, em 2020, o valor pago no benefício era de R$ 600,00 por pessoa, para boa parte da população. Entretanto, em 2021, vendo os rombos que estes valores geraram nos cofres públicos, o pagamento teve um decréscimo considerado. Disso, foram gerados até três grupos diferentes para receberem do governo.

O primeiro deles era destinado para quem mora sozinho, tendo direito a apenas R$ 150,00. Depois, o segundo grupo era exclusivamente para pessoas que tinham ao menos um dependente em seu núcleo familiar, recebendo R$ 250,00. E por fim, mulheres chefes de família podem receber R$ 375,00. Agora a expectativa e pressão feita por muitos deputados é de que os valores retornem para a casa dos R$ 600,00. O que talvez não seja considerado o ideal por Bolsonaro e Guedes. Até porque, o Ministério da Economia e o Ministério da Cidadania buscam a criação de novos programas sociais, além do auxílio emergencial 2021.

Novos cadastros serão aceitos?

Ainda não sabemos quando o auxílio emergencial será prorrogado, e menos ainda se novos cadastros serão aceitos. Na verdade, tomando como base a edição de 2020 para 2021, novos registros não foram permitidos. Até porque, no ano passado, mais de 67 milhões de brasileiros receberam quantias do Governo Federal, deste programa social.

Entretanto, para este ano, até para evitar recebimentos fraudulentos que ocorreram em massa, o governo utilizou o Dataprev para analisar o perfil de todos, e disso, excluiu mais de 24 milhões de participantes que não precisavam receber os valores. E a expectativa é de que o mesmo procedimento seja mantido.

Pedro Henrique
Pedro Henrique Rhormes é formado em Comunicação Social – Jornalismo, pela Universidade Nove de Julho, e Letras – Tradução e Interpretação, pela Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU). Trabalhou como repórter no FOX Sports. Atualmente é editor do E.C. produzindo conteúdo sobre economia e direitos.

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