sábado, maio 18, 2024

Bolsonaro quer acabar com seguro desemprego e tomar multa do FGTS

O presidente da república do Brasil, Jair Bolsonaro, é de longe uma das figuras mais polêmicas do país, nos últimos anos. Isso porque, o mesmo está sempre dando declarações contestáveis, e sua popularidade com boa parte da população está contestada. Apesar disso, o mesmo também se mostrou muito ativo em alguns setores, principalmente o de benefícios.

O presidente teve participação direta na criação do auxílio Brasil, por exemplo, o que é algo positivo. Entretanto, agora está se envolvendo em um assunto que com certeza irá lhe trazer muita imagem negativa. O comandante supremo pretende acabar com o seguro desemprego, e mexer na multa do FGTS.

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Bolsonaro quer acabar com seguro desemprego e tomar multa do FGTS

Bolsonaro pode afetar economia do país

Nessas últimas semanas, o Ministério do Trabalho e Previdência encomendou um estudo muito polêmico. Esse que propõe que o Governo Federal se aproprie da multa do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Essa hoje é paga diretamente ao trabalhador brasileiro, que foi demitido sem justa causa de sua companhia. Algo que com certeza interessa ao presidente Jair Bolsonaro. Até porque, a proposta é de que o do dinheiro envolvido alimente as contas dos fundos de quem ganha até um salário mínimo e meio por mês. Atualmente, tal valor estaria na casa dos R$ 1.650,00, segundo a remuneração base do país em 2021.

Por conta de tal medida, o seguro-desemprego com certeza seria extinto, e assim, os trabalhadores deixariam de receber um benefício que hoje equivale a 40% do FGTS. Na verdade, Bolsonaro já tentou no passado mexer nos valores do seguro-desemprego, diminuindo bem o valor do benefício solicitado por ex-trabalhadores. Entretanto, nessa ocasião, toda a movimentação estava anexada ao Benefício Emergencial (BEm). E dito isso, eram descontados porcentagens do quanto você antecipava ao Governo Federal, para ficar justo para ambos os lados. Mexer em tal “benefício” é algo que interessa o presidente.

Como funcionaria a movimentação de Bolsonaro?

Algo que já sabemos é como a movimentação de Bolsonaro funcionaria meio ao fim do seguro desemprego. Caso isso de fato se confirme, ao invés de pagar o valor para o funcionário que foi desligado de sua função, o empregador – a empresa no caso – repassaria o valor de tal multa diretamente para o governo.

Disso, a quantia seria destinada ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). E disso, abasteceria as contas individuais do Fundo de Garantia de empregados com salário mensal inferior a um salário mínimo e meio. Entretanto, tal aporte no FGTS na classe mais popular teria um tempo mínimo determinado: o de 30 meses.

Impressões que ficam

Com essas informações, a impressão que fica é que a movimentação de Bolsonaro pode ser mais interessante para a classe popular do Brasil. Até porque, apesar de também não poderem receber mais o seguro-desemprego, a quantia que seria paga ainda seria destinada ao fundo de garantia.

Algo que não aconteceria com quem recebe mais do que um salário mínimo. Pelo menos, até o momento, tal “classe” ainda não foi citada pelo presidente, e menos ainda pelo Ministério envolvido nesse assunto. A expectativa é de que mais tópicos surjam nos próximos dias.

Pedro Henrique
Pedro Henrique
Pedro Henrique Rhormes é formado em Comunicação Social – Jornalismo, pela Universidade Nove de Julho, e Letras – Tradução e Interpretação, pela Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU). Trabalhou como repórter no FOX Sports. Atualmente é editor do E.C. produzindo conteúdo sobre economia e direitos.

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